Petrobras vende 25% de Roncador à Statoil

Petrobras vende 25% de Roncador à Statoil

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Assinamos hoje, 18/12, com a empresa norueguesa Statoil, os contratos relacionados aos ativos da parceria estratégica, em continuidade ao acordo preliminar firmado e divulgado em 29/09/2017. Os principais contratos assinados são:

(i) Strategic Alliance Agreement (“SAA”) – acordo que descreve todos os documentos e iniciativas relacionadas à parceria estratégica, abrangendo todas as iniciativas negociadas;

(ii) Sale and Purchase Agreement (“SPA”) – cessão de 25% da participação da Petrobras no campo de Roncador para a Statoil, pelo valor total de US$ 2,9 bilhões, sendo US$ 2,35 bilhões no fechamento da operação e US$ 550 milhões em pagamentos contingentes relacionados aos investimentos dos projetos que visam o aumento do fator de recuperação do campo. Dessa forma, os investimentos futuros neste campo serão realizados na proporção 2:1, com a Statoil assumindo 25% adicionais, limitados a US$ 550 milhões, além da sua participação adquirida. A Petrobras continuará como operadora do campo, com a participação de 75%;

(iii) Strategic Technical Alliance Agreement (“STAA”) – acordo estratégico de cooperação técnica visando a maximização do valor do ativo e com foco em aumentar o volume recuperável de petróleo (fator de recuperação), incluindo a extensão da vida útil do campo de Roncador;

(iv) Gas Term Sheet – opção para a Statoil contratar uma determinada capacidade de processamento de gás natural no terminal de Cabiúnas (TECAB) para o desenvolvimento da área do BM-C-33, onde as companhias já são parceiras, sendo a Statoil a operadora da área.

A operação ainda está sujeita ao cumprimento de todas as condições precedentes previstas no SPA, incluindo a aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) e da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

 

Geração de valor

A parceria estratégica com a Statoil está fundamentada num alinhamento de interesses estratégicos das duas companhias e no potencial de geração de valor para as partes, em função de seus conhecimentos e experiências nos segmentos de exploração e produção em águas profundas e de gás natural. A Statoil tem reconhecida experiência na otimização de campos maduros offshore com foco tanto na maximização dos fatores de recuperação bem como na extensão da vida útil desses campos. Tem destacada atuação no segmento de gás natural, sendo o segundo maior fornecedor de gás para o mercado europeu e larga experiência e conhecimento em logística, comercialização e regulação do setor.

Atualmente, a Petrobras e a Statoil são parceiras em 13 áreas, em fase de exploração ou de produção, sendo que 10 estão localizadas no Brasil e 3 no exterior.

As companhias possuem acordos de cooperação tecnológica desde 2004, com importantes resultados na área de reservatórios, particularmente com as tecnologias de sísmica 4D. A experiência da Statoil e suas melhores práticas na aplicação dessa tecnologia nos campos do Mar do Norte, em declínio de produção desde a década de 90, foram importantes para a Petrobras na implantação da sísmica 4D em Marlim e em outros campos da Bacia de Campos.

A transação faz parte do Programa de Parcerias e Desinvestimentos para o biênio 2017-2018 e está alinhada ao Plano de Negócios e Gestão da Petrobras, que busca priorizar o desenvolvimento da produção em águas profundas, atuando prioritariamente em parcerias estratégicas, congregando competências técnicas e tecnológicas. Além disso, contribui para mitigação dos riscos, fortalecimento da governança corporativa e melhoria na financiabilidade da companhia, através de mitigação dos riscos, entrada de caixa e desoneração dos investimentos.

Seguem abaixo informações relacionadas aos ativos que fazem parte dos contratos:

Roncador

O campo de Roncador, localizado na área norte da Bacia de Campos, a cerca de 125 km do Cabo de São Tomé, em lâmina d’água que varia de 1.500 a 1.900 metros, foi descoberto em outubro de 1996, com a perfuração do poço 1-RJS-436A. Possui uma área de aproximadamente 400 km², tendo sido instaladas quatro unidades de produção: P-52, P-54, P-55 e P-62. A produção média  deste campo, em novembro, foi de aproximadamente 240 mil barris de óleo  por dia e 40 mil barris de óleo equivalente (boe) por dia de gás associado. O campo de Roncador tem aproximadamente 10 bilhões boe de volume “in place” e uma expectativa de volume recuperável remanescente superior a 1 bilhão boe. A ambição é aumentar o fator de recuperação, por meio dessa parceria com a Statoil, em pelo menos 5%, o que pode trazer um volume adicional de aproximadamente 500 milhões boe.

Os sistemas de coleta da produção do campo são compostos por poços satélites, interligados diretamente às unidades estacionárias de produção através de dutos flexíveis. O escoamento da produção de petróleo se dá através de um oleoduto conectando a P-52 e a P-55 à plataforma de rebombeio autônoma (PRA-1), que envia a produção de óleo para uma plataforma do tipo FSO. O escoamento da produção de petróleo das plataformas se dá através de navio aliviadores. A produção de gás é escoada através de gasodutos flexíveis e rígidos, até a plataforma de Namorado 1 (PNA-1) ou à plataforma de Garoupa 1 (PGP-1), onde se mistura com o gás exportado da Bacia de Campos e segue para terra.

Terminal de Cabiúnas (TECAB)

Localizado em uma posição geográfica privilegiada, na cidade de Macaé, no Norte Fluminense, o terminal de Cabiúnas (TECAB), operado pela Transpetro, passa por novo processo de ampliação para atender as demandas do pré-sal. A unidade, que é hoje o maior polo de processamento de gás natural do Brasil, terá sua capacidade expandida e poderá processar até 25 milhões de m³/dia de gás natural – o equivalente ao consumo diário de sete cidades do porte do Rio de Janeiro – e cerca de 70 mil bpd de condensado de gás natural. Dessa capacidade total, 13 milhões de m3/dia se destinam ao pré-sal da Bacia de Santos e 12 milhões de m3/dia continuam atendendo à Bacia de Campos.

Fonte: Petrobras

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